“Para a poesia qual quer enigma só possui valida de quando fracassa toda a ilusão que resulta da tentativa de resolvê-lo. A poesia de Diego Pansani acompanha passo a passo, palavra a palavra, o silêncio ensurdecedor que nos rodeia; o poeta mergulha nos ruídos, nas ausências transbordantes, na velocidade paralisante e nesse mergulho emerge um espaço tateante, repleto de objetos líricos. O filósofo Giorgio Agamben reflete sobre o conceito de “contemporâneo”; este não deve se deixar cegar pelas luzes, é preciso entrever as sombras e encarar as trevas como um desafio de nosso tempo. o poeta não será jamais um homem das luzes, mas aquele que percebe a escuridão como um gesto de ousadia, coragem e poesia. o poeta sente o contemporâneo como uma fratura de um tempo que lhe pertence de forma irrevogável. em seu livro de estreia, Diego nos revela, assim como em seu poema “o mais sobrenatural dos homens ainda é humano”, que até a mais mundana e recalcitrante de todas as palavras, não passam de poesia. Que há poesia em todos os lugares, que o valor das tradições poéticas está latente, tal como cicatriz no desespero de nossos tempos. sobrevivemos maravilhados ao último poema, tomados pelo silêncio que nos invade por completo e feridos mortalmente pelos estilhaços de poesia que nos queima a roupa. Todos os enigmas gozaram no fracasso de uma performance patética. pois no fim das contas, o que você espera de um livro de poemas.”

Jorge H. Romero,
professor de estudos Literários da UNIFESSPA



mais informações:
Editora Urutau
isbn: 978-85-69433-83-5
idioma: português
encadernação: brochura
formato: 14 x 19,5 cm
páginas: 72
papel: pólen 90 gramas
ano de edição: 2018
ano copyright: 2018
edição: 1

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